O que é slow fashion? conheça nosso posicionamento

O movimento slow fashion surgiu da necessidade de mudança no comportamento de compra e consumo de moda, indo na contramão das grandes redes de fast fashion. Aqui menos é mais e priorizamos a qualidade em vez de quantidade, abrindo portas para o debate de sustentabilidade!

Mas como esse movimento começou?

Na última década, o mundo fashion teve um “boom” de marcas produzindo roupas a preços baixos, qualidade bem inferior e alta rotatividades de produtos, chamamos isso de fast fashion. Por terem preços baixos, o modelo de negócio muitas vezes gira em torno de terríveis condições de trabalho e salários baixíssimos pagos à produção. Sem contar as consequências ambientais dessas peças “descartáveis”.

O movimento propõe o revés, o consumidor precisa mudar o seu mindset e entender o impactos sociais e ambientais que anos de consumo desenfreado geraram. Nesse movimento, o importante é valorizar os peças produzidas eticamente, localmente, com qualidade (estendendo a vida útil do produto) e com materiais sustentáveis, orgânicos, biodegradáveis ou naturais (não proveniente do plástico).

“Slow fashion” é um termo cunhado por volta do ano de 2004, em Londres, por Angela Murrills, uma escritora de moda da revista de notícias on-line Georgia Straight.

O termo ficou conhecido depois de ser muito utilizado em blogues de moda e artigos na internet. Inspirado no conceito de “slow food”, que se originou na Itália nos anos 1990, o slow fashion adaptou alguns pontos para o âmbito da moda.

“Fala-se da necessidade e do desejo de uma nova ética sustentável, de nutrir comportamentos e processos que podem reduzir o impacto negativo no ecossistema, de uma sensibilidade em direção a uma maior consciência coletiva (e não mais de nichos e elites) relativa ao meio ambiente e suas prioridades, de uma demanda por produtos e serviços simples e eficientes, da necessidade de satisfazer no menor tempo possível e com maior conhecimento às necessidades do consumidor, de gerar uma cadeia de valores baseada na integração entre fabricantes e o consumidor (…)” (DEWEIK, em MORACE, 2012:5)

Kate Fletcher e Lynda Grose, escritoras do livro “Moda e sustentabilidade: design para a mudança”, propõem um equilíbrio entre as velocidades do sistema rápido e lento. Na visão das autoras, criar uma moda rápida significa gerar mais impactos devido à grande proporção da demanda de produção e do curto tempo estabelecido pelas empresas.

O movimento “slow fashion” é um convite a pensar em mudanças nos sistemas da moda e questionar o papel dessa indústria no crescimento econômico para que uma sociedade verdadeiramente mais rica se desenvolva. Para André Carvalhal, especialista em design para sustentabilidade,  essa abordagem lenta representa uma visão de mundo diferente e intervém como um processo revolucionário no cenário contemporâneo. A busca por maior qualidade, criatividade e ética requer, naturalmente, a necessidade de um tempo maior no planejamento e produção dos artigos de moda.

“A sustentabilidade talvez seja a maior crítica que o setor da moda já enfrentou, pois desafia a moda em seus detalhes (fibras e processos) e também com relação ao todo (modelos econômicos, metas, regras, sistema de crenças e valores)” (FLETCHER e GROSE, 2011, p.4)

Para as empresas, como reduzir os impactos da produção em massa de roupas? Como reduzir o descarte incorreto de resíduos têxteis? Para você consumidor, como consumir menos? Como fazer uma peça ter uma vida útil mais longa e assim não ser descartada após alguns meses da compra? De ambos os lados, surgem diversas perguntas de como reduzir o impacto negativo no ecossistema.

No livro “Moda sob medida uma perspectiva do slow fashion”, as escritoras Dilara Pereira e Marcia Nogueira afirmam que as peças criadas no sistema de slow fashion, são cuidadosamente criadas para serem duráveis, com modelagens atemporais e tecidos ecológicos, apresentam maior qualidade.

Em relação ao processo produtivo, o movimento ressalta que é preciso mudar algo em relação ao planejamento das coleções, da produção, dos calendários e também que valorize produtos que transcendam aquela tendência rápida e que possam durar por mais tempo, daí o apelo por produtos com uma qualidade relativamente maior que os produtos ofertados no fast fashion.

Ainda não existe solução para todos os problemas encontrados na cadeia de produção da moda, sendo essa a segunda maior poluente do mundo. Mas aos poucos conseguimos resolver algumas dores com a mudança de tecido, modelagem zero waste, upcycling, reutilização de resíduo têxtil para outros fins, boas condições de trabalho, carga horária e salários justos. Juntos iremos conseguir fechar a cadeia completa!

Abaixo conheça nosso infográfico, ele explica nossa cadeia produtiva. Gostou? seu feedback é super importante para nossa evolução. Comente.

Marcado com , , , , , , ,

Deixe uma resposta

Esse site utiliza o Akismet para reduzir spam. Aprenda como seus dados de comentários são processados.

(function ($) { })(jQuery);
%d blogueiros gostam disto: